Dr. Pedro Henrique

Profissional especializado em Urologia Minimamente Invasiva e Laparoscopia.

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Cirurgia Robótica Manaus

Que transformações a robótica pode trazer à Urologia?

Possibilitando movimentos precisos sem o tremor natural da mão humana, visão em três dimensões e melhor identificação de estruturas anatômicas mal vistas a olho nu, a cirurgia robótica tem promovido avanços revolucionários na prática médica. Mas, ao contrário do que o termo possa sugerir, o procedimento não é comandado pelo robô. Ele é apenas um instrumento, de alta precisão, controlado pelo cirurgião capacitado para esta tecnologia.
A tecnologia permite que os cirurgiões obtenham resultados superiores em comparação com as abordagens cirúrgicas convencionais, beneficiando os pacientes. Por este motivo, a robótica tem transformado a prática quotidiana da Urologia, na medida que cada vez mais os pacientes saem dos nossos consultórios com um procedimento robótico indicado.
A expansão da cirurgia robótica é exponencial no mundo e também no Brasil: o país já conta com cerca de 75 plataformas robóticas. Tudo começou com as cirurgias urológicas, principalmente a prostatectomia radical (retirada da próstata para tratar o câncer de próstata), mas hoje o uso difundiu-se em diferentes especialidades, como a cirurgia geral, a cirurgia ginecológica e a cirurgia torácica.
Segundo dados da Intuitive Surgical, empresa detentora da única marca de robô do mundo, o Da Vinci, foram realizados mais de 8 mil procedimentos em todo o território nacional em 2018. Em 2011, primeiro ano do levantamento, o país aparecia tímido nos gráficos, com apenas 450 cirurgias.

Implantação e resultados satisfatórios

A cirurgia robótica para auxiliar os médicos em processos cirúrgicos foi desenvolvida há mais de duas décadas com foco inicial em cirurgias cardíacas, mas foi na Urologia que a tecnologia consagrou-se e difundiu-se ao ser utilizada para tratamento do câncer mais frequente nos homens: o câncer próstata. Isto porque a próstata situa-se em região do corpo de difícil acesso, estreita e com muitos órgãos muito próximos uns aos outros. A câmera 3D da robótica e os instrumentos articulados são ideais para trabalho em tal situação. Trata-se de um caso de sucesso talvez sem precedentes: nos EUA e na União Européia, mais de 90% das prostatectomias radicais realizadas já são com a tecnologia robótica. Ainda segundo dados mapeados pela pesquisa da Intuitive no Brasil das especialidades que mais operam por robótica, a Urologia lidera o ranking, com mais de 4 mil procedimentos realizados em 2018. Em seguida, aparece a cirurgia geral, com mais de 2 mil operações e, em terceiro lugar a ginecologia, com cerca de 1 mil procedimentos robóticos realizados. Em algumas áreas, ainda não houve a real demonstração de todos os reais benefícios da cirurgia robótica. Neste sentido, a Urologia lidera a posição com ótimos resultados e vantagens obtidas pela tecnologia, principalmente em casos oncológicos, em que a robótica se transformou em uma abordagem padrão para tratamento do câncer de próstata e de casos complicados de tumores renais. Atualmente, a maioria dos urologistas concorda que os benefícios da cirurgia superam drasticamente as desvantagens. Os robôs permitem que os cirurgiões operem com alta liberdade de movimento em pequenos espaços. As instalações tecnológicas com o mais recente avanço podem fornecer sofisticados processos de robótica para os pacientes.

Como funciona a cirurgia?

Para entender como funciona essa tecnologia a serviço da saúde, vamos explicar um passo a passo, como é realizada a cirurgia robótica em uma intervenção de próstata, por exemplo. Todos imaginam que um robô humanoide entre em cena, com braços e pernas semelhantes e realize a cirurgia. Contudo, não é assim.

A plataforma robótica cirúrgica é composta de três partes: um console onde o cirurgião se senta; um armário metálico contendo telas e câmera; e um terceiro módulo contendo os braços do robô. São estes braços que são conectados ao paciente e atuam no interior do corpo humano sob total controle do cirurgião. Um dos braços controla uma câmera com imagem 4K, 3D com ampliação de até 20 vezes. Os outros braços controlam pinças que realizam dissecção, corte, pontos e reconstrução de tecidos.

Sincronização da tecnologia

Domínio da técnica para comandar o robô é fundamental. Sentado no console de comando, o médico realiza todos os movimentos que os braços robóticos vão executar. As mãos, manuseando uma espécie de joystick de videogame, e os pés, comandando pedais, trabalham de forma simultânea e sincronizada. O robô reproduz os movimentos do médico, mas com mais delicadeza porque filtra o tremor. Além disso, ele consegue chegar em lugar em que a mão do cirurgião não consegue.

O cirurgião comanda o trabalho operatório de um console. A maioria das vezes ele está na sala de cirurgia, ao lado do paciente. Mas pode ficar em qualquer lugar, inclusive em outra cidade, estado ou país. O robô foi desenvolvido nos Estados Unidos há mais de duas décadas, justamente com ideia de possibilitar cirurgias a distância.

A cirurgia robótica começou a ser desenvolvida na época da guerra, com a ideia de que os cirurgiões pudessem operar os soldados feridos longe dos campos de batalha. Na prática, conduzir operações a distância ainda é uma prática extremamente infrequente. Na maioria das vezes, o cirurgião fica ao lado do paciente mesmo.

Como fica a relação médico-paciente com a chegada do robô?

Segundo alguns especialistas da área médica, a automatização e a robotização da medicina vão gerar sim “conflitos” na relação médico/paciente, à medida que as relações podem se tornar mais distantes e o contato médico/paciente superficializado. Para outros especialistas, o robô cirúrgico permite procedimentos mais rápidos e precisos, liberando mais tempo para que o cirurgião esteja próximo ao seu paciente. Será uma nova era da medicina, focada em resultados, estatística e padronização de condutas que, sem dúvida, pode enfraquecer os laços de empatia, amizade e humanidade entre médicos e pacientes.

É um desafio para os médicos manter as relações humanas em um primeiro plano com os avanços da medicina e ciência. Em algum momento os profissionais terão de reavaliar esses rumos para saber se estão no caminho certo.

Recuperação sem traumas

Para o paciente, as vantagens em fazer um procedimento com o uso da tecnologia robótica em relação ao procedimento convencional, via laparoscopia, vão desde a segurança ao menor tempo de recuperação. Todas as cirurgias minimamente invasivas (sem grandes cortes) fazem com que os pacientes reduzam as chances de trauma, sangramento, tenham menos chance de transfusão e complicações pós-operatórias.

 

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou no serviço público de saúde.

FONTE: Ministério da Saúde, Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas, Sociedade Brasileira de Urologia, Portal da Urologia, International Societies – American Urological Association, European Association of Urology.