Neste artigo
- O que o caso de Lito Sousa ilustra na prática
- Por que o câncer de próstata costuma não dar sintomas?
- Como o diagnóstico é feito: do PSA à biópsia
- Quem deve iniciar o rastreamento e a partir de quando?
- Tratamento quando o tumor ainda está na próstata
- Prostatectomia robótica e biópsia de precisão
- Diagnóstico precoce do câncer de próstata em Manaus
O influenciador Lito Sousa, de 59 anos, descobriu um câncer de próstata em exames de rotina. Alterações no PSA (antígeno prostático específico, uma proteína medida no sangue) levaram a uma investigação mais detalhada.
O diagnóstico foi adenocarcinoma de agressividade intermediária, ainda restrito à próstata. A conduta indicada foi a cirurgia. Ele relatou que sempre fez check-up, inclusive o toque retal, e que exames anteriores não haviam mostrado o tumor.
O que o caso de Lito Sousa ilustra na prática
Lito não procurou o médico por dor ou dificuldade para urinar. O tumor apareceu no acompanhamento de rotina. Quando o câncer está localizado na próstata, a chance de cura da doença supera 90%.
O INCA estima cerca de 78 mil novos casos por ano no Brasil no triênio 2026–2028. A doença segue como o câncer mais frequente entre os homens (cerca de 30% dos diagnósticos masculinos, excluindo pele não melanoma) e ainda mata cerca de 48 homens por dia no país. O contraste entre esses números e a alta cura no estágio localizado mostra por que o diagnóstico precoce muda o desfecho.
Por que o câncer de próstata costuma não dar sintomas?
A próstata é uma glândula abaixo da bexiga. Ela produz parte do líquido do sêmen. O câncer nasce quando células dessa glândula se multiplicam de forma desordenada. Em muitos homens, o crescimento é lento e fica limitado à próstata por anos.
O tipo mais comum é o adenocarcinoma, o mesmo de Lito. Ele surge nas células glandulares. Quando os sintomas aparecem, a doença pode já estar mais avançada. Os sinais que pedem avaliação incluem:
- Dor nos ossos: principalmente na coluna e nos quadris, quando há metástases ósseas.
- Dificuldade para urinar: esforço maior para iniciar o jato ou esvaziar a bexiga.
- Jato fraco ou interrompido: fluxo fino, com paradas no meio da micção.
- Sangue na urina ou no sêmen: alteração visível que exige investigação.
- Dor ao urinar: ardência ou desconforto que não passa.
Esses sintomas também aparecem em doenças benignas da próstata. Só a avaliação urológica separa o que é crescimento benigno do que exige biópsia ou tratamento oncológico.
Como o diagnóstico é feito: do PSA à biópsia
Nenhum exame sozinho confirma ou descarta o câncer de próstata. O caminho de Lito é o padrão: alteração de PSA, reavaliação clínica e exames complementares até a confirmação.
O exame de PSA mede no sangue uma proteína da próstata. Valores alterados podem indicar câncer, mas também inflamação ou aumento benigno. O PSA abre a investigação e não fecha o diagnóstico.

O toque retal avalia tamanho, consistência e nódulos que o PSA nem sempre eleva. Quando a suspeita permanece, a ressonância magnética multiparamétrica localiza áreas de maior risco. A confirmação vem da biópsia, que retira fragmentos da próstata para o laboratório.
Quem deve iniciar o rastreamento e a partir de quando?
O rastreamento é individual. Idade, expectativa de vida e fatores de risco entram na conversa com o urologista.
Em linhas gerais, a discussão segue este roteiro:
- Histórico familiar de câncer de próstata: o ideal na minha opinião como especialista é sempre realizar um PSA aos 40 anos de idade.
- Homens sem esses fatores: iniciar aos 45 anos.
- PSA e toque retal em conjunto
- Ressonância e biópsia sob indicação: entram quando a suspeita clínica ou laboratorial.
- Acompanhamento em série: o exame deve ser repetido anualmente.
O caso de Lito reforça o último ponto. Fazer exames com regularidade e interpretar o PSA e o toque ao longo do tempo é o que permite achar o tumor antes dos sintomas.
Tratamento quando o tumor ainda está na próstata
A conduta depende da agressividade do tumor, da idade e da extensão da doença. Em baixo risco selecionado, a vigilância ativa é possível: acompanhamento com exames, sem tratamento imediato.
No perfil de Lito, adenocarcinoma de agressividade intermediária ainda restrito à próstata, a cirurgia com intenção curativa é uma das opções centrais. A outra via curativa é a radioterapia. A escolha entre cirurgia robótica e radioterapia considera risco do tumor, saúde geral e preferência do paciente.
Prostatectomia robótica e biópsia de precisão
Quando a cirurgia é a opção, a prostatectomia robótica remove a próstata com visão tridimensional ampliada e instrumentos com grande liberdade de movimento. Isso permite operar em um espaço estreito, próximo aos nervos da ereção e ao esfíncter urinário.
Antes da decisão de operar, a biópsia precisa ser precisa. Nesses casos, realizo a biópsia transperineal com fusão de imagens: a coleta é feita pelo períneo, combinando a ressonância com o ultrassom em tempo real. A via evita o reto, reduz o risco de infecção e mira a área suspeita com mais acerto.
Se a doença já se espalhou, o tratamento muda de foco. Entram bloqueio hormonal e outras terapias sistêmicas para controlar a progressão e preservar qualidade de vida.
Diagnóstico precoce do câncer de próstata em Manaus
Em nosso consultório em Manaus, realizamos o rastreamento e diagnóstico do câncer de próstata. Se você tem mais de 40 anos, histórico familiar ou PSA alterado, entre em contato com nossa assistente dedicada para agendar uma avaliação.