Dr. Pedro Henrique

Profissional especializado em Urologia Minimamente Invasiva e Laparoscopia.

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Prostatectomia Radical Videolaparoscópica

A Prostatectomia Radical Videolaparoscópica é realizada para o tratamento do câncer de próstata. É considerada a cirurgia mais desafiadora da Urologia, embora não seja o maior nem o mais longo procedimento da nossa especialidade. Isto porque o cirurgião deve, ao mesmo tempo, preocupar-se com a remoção completa do câncer e com a preservação de estruturas muito delicadas do corpo que são responsáveis pela ereção do pênis e pela contenção de urina. Desta forma, mesmo com todo o cuidado, existe a possibilidade de ocorrência de duas complicações principais:

Impotência ou disfunção erétil = incapacidade de obter ereção satisfatória após a cirurgia.

Incontinência = incapacidade de segurar a urina, com vazamento de urina principalmente durante a tosse, espirro ou esforços físicos.

Quais são as técnicas de Prostatectomia Radical?

Existem 4 técnicas principais:

Perineal (pouco feita no mundo inteiro) – através de um corte na região entre o escroto e o ânus. Pode ser útil em obesos.

À céu aberto – feita por via abdominal, através de um corte abaixo do umbigo.

Videolaparoscópica – através de incisões menores no abdome através do qual são colocados instrumentos cirúrgicos finos.

Robótica – com o auxílio do robô cirúrgico. Esta técnica está indisponível na cidade de Manaus, pois ainda não possuímos o robô em nenhum hospital público ou privado.

Qual a melhor entre estas 4 técnicas?

Existe muito discussão quanto a isto. A melhor técnica para um paciente pode não ser a melhor técnica para outro. A escolha do melhor método para realização da cirurgia deve ser feita em conjunto pelo paciente e seu Urologista, após discussão das vantagens e desvantagens de cada uma.  No entanto, atualmente temos operado a maioria dos nossos pacientes pela técnica Videolaparoscópica Extraperitoneal, por acreditarmos ser este método vantajoso na maior parte das vezes.

Qual a chance da cirurgia curar o câncer de próstata?

A chance de cura de pacientes com doença localizada (não avançada, descoberta em exame periódico de próstata) chega a 90%, o que é um excelente resultado em se tratando de um câncer. De modo geral, a chance de cura vai ficando menor em tumores mais avançados, de modo que em casos em que já existem metástases (implantes do tumor em gânglios e em outros órgãos), não há chance de cura, embora exista a possibilidade de controlar a doença com o bloqueio hormonal.

Qual a chance de ficar com perda de urina após a cirurgia?

A chance de algum grau de incontinência urinária (vazamento de urina) é de cerca de 10% (1 em cada 10 homens). A incontinência grave, aquela que requer uso de fraldas, é menos frequente: 3%-5% dos casos. Embora inicialmente incontinentes, os pacientes podem recuperar a capacidade de segurar a urina com o tempo.

Qual a chance de disfunção erétil/impotência sexual após a cirurgia?

Dos os estudos médicos em instituições e hospitais sérios demonstram que boa porte dos pacientes fica impotente logo após a cirurgia. Com o tempo, parte destes homens recupera a capacidade de ereção. A chance de ficar impotente varia de acordo com a idade, com a presença ou não de dificuldade de ereção antes da cirurgia e também com o tipo de tumor, pois para remover um câncer mais agressivo o cirurgião às vezes precisa “sacrificar” os nervos responsáveis pela ereção. Afinal, o mais importante é a remoção completa do tumor.

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